Desenhos que curam

abril 07, 2021


    A origem da palavra tatuagem, surge em 1769 quando o capitão britânico James Cook desembarcou no Taiti e observou que a palavra “tatau”era usada para designar a maneira com que a tatuagem era feita (fazendo a tinta penetrar no corpo). Os primeiros registros de tatuagens foram em um cadáver, onde haviam diversas linhas na região das costas, tornozelos, punhos, joelhos e pés. Supõe-se que os desenhos tenham sido criados a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele. Depois de analisadas, os cientistas chegaram a conclusão que todas aquelas “tatuagens” seriam como um tratamento para evitar as dores ou trata-las.


     Com o passar dos anos as tatuagens desenvolveram     outros significados e até mesmo moda onde cada     civilização ou tribo tem a sua tradição. As   civilizações   romanas não faziam tatuagens por   acreditarem na   pureza da forma humana; desta forma  tatuagens eram   banidas e reservadas à bandidos e condenados.

    Na tradição oriental a tatuagem passou a ser proibida em 1870, fazendo com que tatuadores passassem a atender clandestinamente desencadeando a desenhos únicos que são conhecidos como japoneses. A máfia de Yakuza é uma dessas referências, conhecida no mercado negro e por suas tatuagens rudimentares usando uma técnica que se chama “tebori”, doendo e demorando bem mais que as tatuagens convencionais. 


    Em 1891, o inventor americano Samuel O’Reilly patenteou a primeira máquina elétrica de tatuagem. Nos anos seguintes as guerras (guerra mundial) vieram e as tatuagens foram uma forma de se expressão dos marinheiros e veteranos de guerra. 

    Gostos, desejos, ou até mesmo disfarçar alguma marca de queimadura ou mancha indesejada; essa vem sendo a função da tatuagem nos dias de hoje. Acredito que a tatuagem seja uma das formas mais lindas de expressar e eternizar a arte no corpo. Pensando nisso me lembrei de uma baita tatuadora de Divinópolis – MG, sou suspeita para falar, pois todas as minhas tatuagens são feitas por ela. Maiara Moura é uma artista super talentosa, conheci o seu trabalho em 2017 e desde então venho me apaixonando. Ela criou um projeto chamado: “Histórias na Pele”, onde a história mais marcante teria um design feito por ela onde recontasse a história que marcou a pessoa. Incrível, não é? Pensando no quanto temos que valorizar os talentos da nossa cidade pensei em convidá-la para responder algumas perguntinhas sobre o tema.

                                                  Imagem do arquivo da tatuadora

1. É uma pergunta fatídica, mas por que você decidiu ser tatuadora? Conta um pouquinho da sua história pra gente.

“É uma história bem longa, mas vou tentar resumir (risos). Eu estava no meio da minha graduação em Psicologia e na mesma época também fazia psicoterapia. Esses dois fatores contribuíram muito na minha descoberta que eu queria ser tatuadora. Teve um dia também que fui na minha primeira convenção de tatuagem, como visitante, lembro que foi um dia muito marcante pra mim, pois fiquei alucinada com aquele lugar, quando eu entrei já senti no mesmo instante: quero isso pra minha vida.
No passado desde de nova gosto de arte, sempre pintei como hobby. Então acho que esse conjunto de acontecimentos ajudaram na minha decisão de ser tatuadora."

1.    2. Você acredita que as pessoas ainda têm preconceito com tatuagens?

“Acredito que o preconceito com o passar dos anos já vem se dissipando bastante. Atualmente vemos muitos estilos bem diferente do que existia apenas antigamente e creio que isso ajudou o olhar das pessoas sobre as tatuagens.”

3.Você se inspira em alguém?

“Cada época percebo que eu me inspiro em profissionais diferentes, a depender do ano ou do mês.
Meus clientes também me inspiram, assim como também a minha vida. A natureza, a música e por aí vai (risos).”

4. Quem se identificar com o seu trabalho, onde pode te encontrar?

“No Instagram @maiaramouratattoo, porque lá tem vários dos meus trabalhos e também contatos para orçamento e agendamento.


    Para quem ficou com gostinho de quero mais, seguem fotos dos trabalhos já realizados ao longo de sua carreira. Foi um prazer enorme entrevistar essa artista que tanto admiro e que vêm representando Divinópolis por onde passa.






                         

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